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05/07/2022 01:02

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Papa defende vacina, condena desinformação e critica ‘cultura do cancelamento’

‘As vacinas não são instrumentos mágicos de cura, mas representam certamente, junto aos tratamentos que

estão sendo desenvolvidos, a solução mais razoável para a prevenção da doença’, disse Francisco.


Papa Francisco pediu nesta segunda-feira (10) à comunidade internacional para “continuar os esforços” para vacinar a população e combater a desinformação sobre o coronavírus. Ele também criticou, em discurso feito a embaixadores na Santa Sé, a chamada “cultura do cancelamento”, que segundo o pontífice cria um “perigoso pensamento unilateral”.

“É importante que os esforços continuem para imunizar a população o máximo possível”, disse o líder da Igreja Católica.

Em seu tradicional discurso no início do ano ao corpo diplomático, Francisco afirmou que é necessário um “compromisso múltiplo” para enfrentar a pandemia.

“As vacinas não são instrumentos mágicos de cura, mas representam certamente, junto aos tratamentos que estão sendo desenvolvidos, a solução mais razoável para a prevenção da doença”, explicou.

Cultura do cancelamento

Francisco criticou também a chamada “cultura do cancelamento” e afirmou que a pretensa “proteção da diversidade” acaba anulando “qualquer senso de identidade”.

“As agendas são cada vez mais ditadas por uma mentalidade que rejeita os fundamentos naturais da humanidade e as raízes culturais que constituem a identidade de muitos povos”, disse o Papa.

“Como já afirmei em outras ocasiões, considero isso uma forma de colonização ideológica, que não deixa espaço para a liberdade de expressão e agora se dá na forma de uma “cultura de cancelamento” invadindo muitos círculos e instituições públicas”.

Mundo sem armas nucleares

O Papa também manifestou hoje sua “preocupação” com a produção de armas nucleares e reiterou que sua posse é “imoral”, após pedir a retomada das negociações sobre este assunto com o Irã.

“Entre as armas que a humanidade produziu, as nucleares são motivo de preocupação especial”, afirmou o papa.

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