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01/07/2022 11:49

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Papa falou com o presidente da Ucrânia; “sinto profundamente”

O papa Francisco ligou para o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy neste sábado e expressou sua “mais profunda dor” pelo sofrimento do país, disse a Embaixada da Ucrânia no Vaticano.

“O Santo Padre expressou sua dor mais profunda pelos trágicos eventos que acontecem em nosso país”, disse a embaixada no tweet.

O Vaticano confirmou o pedido e em seu próprio tuíte, Zelenskiy disse que agradeceu ao papa “por orar pela paz na Ucrânia e um cessar-fogo. O povo ucraniano sente o apoio espiritual de Sua Santidade”.

A conversa ocorreu um dia depois que o papa fez uma visita surpresa à embaixada russa para transmitir ao embaixador de Moscou sua preocupação com a invasão da Ucrânia pela Rússia, em uma ruptura sem precedentes do protocolo diplomático.

O embaixador russo negou uma reportagem da mídia argentina de que o papa, de 85 anos, havia oferecido a mediação do Vaticano.

Também na sexta-feira, o papa telefonou para o arcebispo Sviatoslav Shevchuk, líder dos católicos de rito oriental da Ucrânia que prometeu não deixar Kiev e que abriu o porão de sua catedral como abrigo antiaéreo. O escritório de Shevchuk em Roma disse que o papa disse ao arcebispo “farei tudo o que puder” para ajudar.

De acordo com o Vaticansnews, o Papa esteve na embaixada da Rússia.

 Papa quis manifestar a sua preocupação com a guerra na Ucrânia dirigindo-se por volta do meio-dia desta sexta-feira, à sede da Embaixada da Federação Russa junto à Santa Sé, chefiada pelo embaixador Alexander Avdeev. O Papa chegou em um veículo utilitário branco e permaneceu no prédio na Via della Conciliazione por mais de meia hora, como confirmou o diretor da Sala de Imprensa vaticana, Matteo Bruni.

O apelo na audiência geral

Francisco acompanha de perto a evolução da situação no país do Leste Europeu, sob ataque desde a noite de 24 de fevereiro, onde se contam inúmeros mortos e feridos. O próprio Pontífice havia expressado “grande pesar em seu coração” pelo agravamento da situação no país na última quarta-feira, 23 de fevereiro, no final da Audiência geral, quando a violência ainda não havia eclodido.

O Papa apelou “aos que têm responsabilidades políticas para fazer um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra”. E ele chamou tanto os crentes quanto os não crentes a se unirem em uma súplica coral pela paz em 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, rezando e jejuando: “Jesus nos ensinou que à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus, com oração e jejum pela paz”, disse o Pontífice.

“Convido a todos a fazerem no próximo 2 de março, Quarta-feira de cinzas, um dia de jejum pela paz. Encorajo os crentes de uma maneira especial a se dedicarem intensamente à oração e ao jejum naquele dia. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra”.

Declaração do cardeal Parolin

Porém, “na hora mais escura” para a Ucrânia, a declaração do cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin. Recordando o apelo dramaticamente urgente do Papa após o início das operações militares russas em território ucraniano, o cardeal observou que “os trágicos cenários que todos temiam estão infelizmente se tornando realidade”, mas que “ainda há tempo para a boa vontade, ainda há espaço para a negociação, ainda há espaço para o exercício de uma sabedoria que impeça o prevalecer dos interesses de parte, tutele as legítimas aspirações de cada um e poupe o mundo da loucura e dos horrores da guerra”.

“Nós fiéis”, disse Parolin, “não perdemos a esperança num vislumbre de consciência daqueles que têm o destino do mundo em suas mãos”.

Fontes: Rounters e Vatican news

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